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Nem todo “famosinho”, que está aí nas mídias sendo reverenciado, presta.

No final do ano passado eu fui convidada a dar um curso sobre a Gestão da Disney dentro de um curso de Coaching em Orlando. Tentador, não é? Eu também achei.

Conheci o Master Coach que me convidou por meio de uma outra coach. Eu fazia o processo de coaching, como coachee desta profissional. Em uma determinada sessão eu falei sobre o Rotary, que meu pai tinha feito parte de um, que eu havia realizado um intercâmbio estudantil por meio dele e que eu tinha vontade de voltar a fazer parte. Sabendo disso, esta coach, que provavelmente conheceu este Master Caoch em um desses treinamentos e formações, falou que me indicaria uma pessoa que estava fundando um. No outro dia ele me ligou, nos encontramos em um shopping de BH…uma pessoa simpatissíssima…talvez, a mais simpática que já conheci e comecei a frequentar as reuniões com ele e mais algumas pessoas para fundarmos este novo clube Rotary. Porém, por questões burocráticas, este projeto acabou morrendo em algumas poucas reuniões, uns três meses ou um pouco mais, acredito. Eu ainda saí antes, porque era o único horário que tinha para ficar com meu marido e filhos juntos. Isso aconteceu há uns cinco ou seis anos aproximadamente.

Enfim, não deu certo, toda a turma se separou e eu mantive apenas um contato mínimo com alguns por meios das mídias sociais. Entretanto, no final do ano passado voltei a encontrar este coach. Ele me convidou pelo messenger do Facebook para conhecer o local onde ele trabalhava. Demorei a aceitar o convite, mais por correria do dia a dia, até que fui. Confesso que fui sem muita vontade, aquela pessoa já não fazia parte dos meus relacionamentos, e você sabe, no estresse em que vivemos, a gente mal consegue encontrar os amigos, quiça ter tempo pra quem a gente não vê há muito tempo.

Voltei super empolgada. Contei ao meu marido. Ele havia me convidado para ir para Orlando e falar sobre a Gestão da Disney, dentro de um curso de Formação em Coach que ele iria oferecer. Parecia um sonho. Já era para viajar daí a uns três meses (dezembro de 2016) e que ainda teria em março do outro ano e em agosto (o que seria este mês). Ainda contou que iria se mudar para lá com a família em 2017. Nossa, oba, a partir de agora irei à Disney umas três vezes por ano e ainda para dar curso.

Como diz o outro, “alegria de pobre dura pouco”… Logo percebi que havia algo estranho e isso me incomodou bastante. Ele não falava nunca quanto que iria me pagar até que dei um ultimato, depois de três reuniões planejando inclusive, o cronograma diário. Nesta hora deu a entender que eu iria pagar a minha passagem e então, comentei que isso não estava nos meus planos e que eu não tinha dinheiro para comprar a minha passagem e que portanto, eu não iria. No momento em que disse isso, ele se transformou do “sorriso largo e aberto para um rosto de ódio”. Naquele exato momento percebi que estava lidando com uma pessoa desequilibrada. Continuamos a conversa. Emendei e perguntei sobre o quanto eu iria receber por aquele trabalho. Ele saiu de trás da mesa, sentou-se de frente pra mim e começou a contar uma história completamente fora de hora e sem nexo. Falou que ele havia traído a mulher; que se relacionou com muitas mulheres, mesmo casado; que tinha compulsão por sexo e que isso provavelmente se devia ao fato de ter sido abusado pela babá na infância, que teve um caso com uma coachee e que contou tudo à mulher dele um dia depois de comemorar o aniversário de um ano do filho. Perguntou em seguida, com uma cara de vítima se eu ainda confiava nele e se ele podia contar comigo. Tamo junto? Bem, eu não era mulher dele, ele me contou de casos e não de assédios, sendo assim, eu não tinha nada com isso. Ainda brinquei com ele: _ Oh, querido, claro. Se você der em cima de mim eu grito, viu (risos). Não levei aquilo a sério.

Cheguei em casa com muita raiva, porque o que ficou pra mim desta conversa, é que ele havia me contado uma historinha maluca para desviar do assunto que eu queria saber, para não falar sobre o quanto eu iria receber pelo o meu trabalho. Sinceramente, não dei a menor atenção para o conteúdo desta história absurda, até porque não tinha nada a ver com a vida pessoal dele, o meu negócio com ele era de cunho profissional…lembrando, “casos” são bem diferentes de “assédios”.

Comecei a sentir muito mal sobre este negócio. A viagem se aproximava e eu não tinha a menor ideia do quanto iria receber. Dei outro ultimato e falei que queria encontrá-lo fora do local de trabalho dele, porque lá sempre tinha mais alguém na conversa e eu ficava sem graça de falar sobre este assunto. A gente é bobo, né, se propõe a trabalhar, mas tem vergonha de perguntar sobre remuneração.

Encontrei ele em um shopping, dei um jeito de ter um papo mais firme, mais duro e colocar todos os “pingos nos is”. Depois de muita conversa e quase desistir de ir, ficamos acertados que ele pagaria passagem, hospedagem (nunca fiquei num hotel tão horroroso, nem sabia que existia coisa assim nos EUA) e a minha alimentação (coisa que furou e lógico, não tive coragem de cobrar) e que nos momentos em que eu não estava ministrando curso, eu poderia ficar à vontade para sair de sala e fazer vídeos pela faculdade (o que fiz). Ficou combinado uma live também sobre o curso e sobre a Disney.

Depois desta conversa “papo reto” que tive com ele, percebi que ele ficou estranho e tinha variações extremas de humor. Sim, ficou perceptível que estava lidando com uma pessoa emocionalmente perturbada. Fui para esta live com medo, com muito medo. Não aceitaria nada para beber e jamais daria as costas para ele. A live bombou. As pessoas que assistiram adoraram. Pois é, quando eu fico nervosa, dou gargalhadas…as pessoas adorando e eu ali, doida para acabar e conseguir ir pra casa ilesa. Marcela, por que então fez isso?

Difícil explicar, mas você costuma bater de frente com gente desequilibrada? Eu não, penso em todos os tipos possíveis de consequências.

Um dia depois da live, uma amiga me alertou sobre a pessoa. Ela não tinha tanta certeza, mas mencionou, “onde há fumaça, há fogo”. Ela falou de possíveis assédios e condutas não éticas. Fiquei sem saber o que fazer. Como sair fora daquela pessoa sem contar a verdade? O que fazer? Como fazer? Passei a ficar mais tensa com aquela situação.

Logo depois, viajei para um evento em São Paulo, que aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de novembro de 2016. No último dia, algumas pessoas, inclusive eu, se reuniram para ir em uma pizzaria. Éramos uns cinco carros de Uber. Como eu havia feito propaganda deste curso em Orlando no grupo de WhatsApp destas pessoas que estavam no evento (gente de todo o Brasil), o pessoal sabia. Entramos no Uber e coincidência ou não (não acredito muito em coincidências) a menina que estava na frente comentou sobre a minha viagem e a que estava ao meu lado disse: _ “É você que vai fazer o curso com o fulano?” Eu confirmei e perguntei a ela se sabia algo sobre ele e ela só me respondeu:” _ Nojento!” Devido à resposta, pedi que ela me contasse o que sabia porque no dia 03 de dezembro, eu embarcava rumo aos EUA.

Ela me contou muita coisa, muita coisa feia que ele havia feito com as coachees, várias coachees, pelo menos umas trinta…assédio sexual de forma muito grotesca, muito pesada, usando todas estas técnicas de coaching, PNL, hipnose etc. Fiquei surpresa, abismada, aterrorizada, “sem chão” e sem saber que atitudes tomar. Não tinha muito tempo.

Cheguei em casa, contei tudo ao meu marido e ele me implorou para não ir, disse que eu estava cega por conta de gostar de viajar e principalmente por ser a Disney e que mais tarde eu perceberia a loucura disso…ele estava certo. Porém, respeitoso como sempre, não me impediu. Contudo, nem sei se isso vai fazer muito sentido pra você, mas foi o que fez pra mim. Eu decidi manter a viagem…explico. Estava muito em cima da hora. Compreendi que eu não era o perfil de vítimas dele, já que sou casada e muito bem casada há 20 anos, além de bem resolvida neste aspecto. Ele assediava mulheres fragilizadas. Definitivamente, eu estava lidando com alguém mentalmente bem diferente do que julgamos ser o normal…não quero dar nomes a esta pessoa aqui, embora eu tenha muito claro em minha cabeça, o que penso sobre ela. Para eu desistir da viagem tão em cima da hora e de repente, de alguma forma eu teria que dar alguma explicação, mas eu não queria que a pessoa soubesse que eu tinha conhecimento de seus atos e caráter. Quando a gente tem filhos, a gente pensa em tudo…de uma forma mais ampla, menos simplória.

Enfim, viajei, fiquei atenta quase que 24h por dia, tomei meus cuidados e consegui alertar cada pessoa que estava ali, trabalhando de graça (permuta furada) pra ele como eu. Fui, fiz o meu trabalho, voltei e nunca mais o vi. Se ele não me procurou? Sim, ficou rondando as minhas mídias sociais por um tempo, mas eu permaneci quieta. Se eu falei algo sobre o assunto com ele? Nunca! Então, como ele não “cobrou esta amizade”, o meu sumiço, como eu consegui sair fora?

Bem, lá ele atrapalhou o meu trabalho: diminuiu o tempo de curso combinado, inventou um outro curso para eu ministrar que não havia sido combinado e arruinou a visita-técnica que fizemos. Como eu demonstrei claramente não ter gostado de tais atitudes dele e como pessoas assim não podem ser contrariadas, ele ficou com raivinha por tê-lo contestado. No dia em que voltei, um dia depois da suposta visita a dois parques da Disney ele me deu um tchau como se eu fosse ali na esquina e nem me agradeceu pelos serviços prestados.  Assim, para o meu próprio bem, morreu o nosso contato.

Os objetivos dele eram ir em dezembro de 2016, como fomos; março de 2017 (acho que não conseguiu, já não estava mais em contato) e agora, agosto de 2017, quando ele já teria mudado para lá…ou seria, fugido para lá? Porém, finalmente, a casa caiu para este sujeito. Ontem, tive o prazer de saber da ação da polícia estampada e falada em várias mídias: jornal Estado de Minas (impresso e virtual); jornal Hoje em Dia (virtual); rádio Itatiaia e vários outros que não acompanhei. O mais engraçado é que ele já esteve estampado e já deu entrevistas por diversas vezes como um dos melhores coaches do país nestas mesmas mídias. Cuidado! Nem tudo o que parece é. Nem todo mundo que está nas mídias, presta. Cuidado com quem você chama de guru e reverencia.

Termino aqui com o que este Head Master Coach (mega, super, incrível) mais gostava de dizer: “_ Te honro, (nome da pessoa). Honro sua família.” Oi? Honro? Isso é honrar? Será?

OBS: como não quis citar o nome da pessoa aqui, fique à vontade para pesquisar nos veículos de comunicação.

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