Conhecimento

Quem gosta de falar, às vezes fala demais.

Como palestrante, eu assisto a muitas palestras. É ótimo, além de aprender o conteúdo sobre o qual estão proferindo, aprendo também novas técnicas de apresentação. Muitas vezes, aprendo também o que não fazer. Sim, vejo também coisas que não me agradam e penso: “Não posso fazer isso”.

Os profissionais que são formadores de opinião precisam tomar muito cuidado com o que falam, com suas crenças, preconceitos e opiniões que são próprias, pois seus discursos têm um alto e longo alcance. É difícil, mas é necessário.

Aqui vai alguns exemplos de formadores de opinião: artistas; políticos; pais; professores; padres; pastores; palestrantes e líderes de toda a ordem.

E agora vai algumas coisas que já ouvi por aí: palestrante falando exageradamente mal de pessoas e comunidades pobres; palestrante falando que quem nasce no nordeste não tem chance de crescimento; palestrante falando mal de quem tem fanpage; pastor falando que crianças deveriam ser criadas à base de tapas; palestrante dando informação errada sobre tema que se presta a falar porque leu um livro ou fez um curso de uma semana; palestrante convidando gente a ir ao palco pra humilhar e falar que aquelas pessoas fazem seus trabalhos de forma errada; políticos falando bobagens o tempo todo; artistas chamando de burro quem tem opinião política contrária à sua; professores gritando com crianças e demonstrando claramente que não gostam desse “tipo de ser”; padres que não têm paciência com a sua comunidade, líderes falando mal dos projetos profissionais de seus liderados em público, líderes religiosos disseminando a homossexualidade como doença e algo demoníaco e etc.

Então, existem aqueles ditados, “quem fala demais, dá bom dia ao cavalo”; gente que “fala pelos cotovelos”; “boca fechada não entra mosquito”. Nossa, como isso é verdade e parece que tem se tornado cada vez mais verdade.

Eu sou daquelas que defendo que o profissional que tem facilidade de falar se destaca frente aos demais, assim como indico cursos de oratória, teatro e até terapia, se preciso. Terapia? Sim. Uma pesquisa em nível mundial já provou que as pessoas têm mais medo de falar em público do que da morte. Estranho, não? Pois é, mas é verdade. Entretanto, eu tenho observado e aprendido algo diferente. Os tímidos se sobressaem aos “faladores” no seguinte aspecto, eles só falam quando têm certeza e por isso, são bem mais assertivos.

Costumo falar com os meus filhos, “não tem nada de bom pra falar, fica calado”. A gente não pensa só coisas boas. Além disso, a nossa verdade, não é a verdade do mundo. Então, eu acredito que a gente, atualmente, está precisando aprender a se calar, a tomar mais cuidado com o que fala e guardar a nossa opinião pessoal pra gente. As pessoas que falam menos, observam mais e aprendem mais e por isso são mais assertivas. Quando a gente fala, a gente não aprende nada, a gente só externa aquilo que já pensa ou conhece. Quando a gente escuta, a gente tem a oportunidade de aprender com pessoas que têm conhecimento e vivências diferentes da nossa.

Então, fica a lição ou apenas, um conselho mesmo,”Profissionais formadores de opinião, cuidado com o que falam, veja se aquilo é algo defendido pela “ciência” que você conhece e dissemina ou se é apenas uma opinião ou preconceito seu. Suas palavras têm força e podem ofender outras pessoas. Cuidado!!! Pense com muito carinho no seu público”.

Bjs da Marcela França

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