insatisfação

O mundo está cobrando que a gente seja super herói e tem muita gente achando isso lindo, será que é mesmo?

Recentemente, postei dois vídeos no meu canal de Youtube sobre “ultrapassar limites”, um mostrando a minha opinião a respeito e o outro contando a minha triste história ao tentar ultrapassar meu limite quando ainda era adolescente. Coloco ambos aqui no final do texto.

Ontem, no caderno de empregos do principal jornal do estado de Minas Gerais, saiu uma reportagem grande sobre a “síndrome de burnout”, que é uma doença ocupacional provocada por uma exaustão emocional, mental e física, causada por um estresse excessivo e prolongado.

O que se percebe é que o trabalho e a vida em geral está adoecendo muitas pessoas. Esse caminho de ter que ser “super” e ter que ter “muitos bens” e ter que mostrar que “se é muito feliz e se vive experiências incríveis” está exaurindo as pessoas. Esse “ter que…” é muito perigoso. Será que toda criança “tem que” ir à Disney? Será que você “tem  que” estar feliz o tempo todo? Será que você “tem que” viver só de sucessos? Será que você “tem que” estar sempre em lugares tops, com muitos amigos e muita diversão? Será?

Nesta busca desenfreada de viver um nível acima do que se pode, de mostrar às pessoas que se tem e que se faz mais do que poderia, as pessoas trabalham excessivamente, frustram-se e acabam, na verdade, sendo infelizes.

Especialistas financeiros dizem que deveríamos viver um nível abaixo do que conseguimos, porque assim, viveríamos com mais sobras financeiras e consequentemente, mais tranquilos e mais felizes. Entretanto, fazemos justamente o contrário, todos nós, de classe baixa a alta, vivemos sempre buscando mais e mais, acima do que realmente podemos, e sempre parecendo estar faltando algo ou muito e por isso, sempre insatisfeitos…frustrados…angustiados…infelizes…

Que tal ser feliz com o que tem?

Agora, se o problema é a infelicidade no trabalho, na minha opinião, o único recurso é a qualificação profissional, que nem sempre precisa acontecer de maneira formal. As informações e o conhecimento são cada vez mais fáceis de serem adquiridos. É a qualificação que lhe dá liberdade de escolha, “não está bom aqui, eu vou para ali”. Porém, quem não a tem, acaba precisando que se sujeitar a ambientes hostis de trabalho. A outra saída é o empreendedorismo. Você sempre tem uma habilidade, uma competência que lhe é forte e que pode ajudar muita gente. Bora usar isso a seu favor? Eu sou uma defensora incondicional da felicidade no trabalho.

Agora, ser feliz no trabalho não quer dizer que não haja tarefas chatas em determinados processo. Sobre o empreendedorismo, que citei a pouco, não se engane, o começo é muito difícil, de muito sacrifício e de pouquíssimos recursos e retornos financeiros.

Então, o que fazer? A escolha está em suas mãos…mas nem a felicidade é de graça, requer esforço e sacrifícios, o que não quer dizer “ter que ultrapassar os seus limites”.

Seguem os dois vídeos que comentei no começo deste artigo. Aproveite e INSCREVA-SE no canal, Marcela França, www.youtube.com/marcelafrancadigital

 

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